quinta-feira, 7 de maio de 2009

Confiança versus desconfiança acaba em esperança...

Nosso primeiro elo com o mundo sem sombra de duvida é a confiança. Quando chegamos ao mundo, nada conhecemos ,tudo é estranho e assustador. Porém com o passar dos dias,meses, vamos nos acostumando, nos sentindo mais confortáveis. E com isso acabamos nos sentindo num bem estar, temos uma sensação de conforto. E os responsáveis por esse nosso conforto, tornam-se familiares e identificáveis para nos. Devido a confiança e a familiaridade com essas pessoas, nos atingimos um estado de aceitação onde essas pessoas podem se ausentar. Isso só acontece por que desenvolvemos interiormente a certeza e a confiança de que essas pessoas vão retornar, que mesmo distantes sempre estão com nos. Através da continuidade de experiências com as pessoas, nos aprendemos a confiar e contar com elas para o que der e vier, e principalmente acreditar em nos mesmos. Só aprendemos a confiar em alguém nos sentindo confortáveis com aquela pessoa.

A proporção adequada entre a confiança e a desconfiança resulta na esperança. ( Esperança é tanto o primeiro quanto o mais indispensável valor inerente à condição de estar vivo). A base da nossa esperança esta nas relações iniciais com as pessoas dignas de nossa confiança, e que respondem as nossas necessidades, nos fornecendo cumplicidade e tranquilidade. Nos criamos novas esperanças através de um numero crescente de experiências, nas quais nossas esperanças são confirmadas. Simultaneamente quando decepcionados ou enganados desenvolvemos a capacidade de abandonar esperanças frustradas. E antever esperanças em objectivos e perspectivas futuras. Aprendemos quais são as esperanças possíveis e a parti dai podemos orientar as nossas expectativas. Conforme o tempo passa, descobrimos que as esperanças que foram extremamente prioritárias são suplantadas por outras de nível mais alto ou mais avançadas.

No entanto quanto mais esperanças são confirmadas, mais aprendemos a confiar e se entregar, acima de tudo nos criamos uma maior auto-confiança. Porém o inverso também é verdadeiro,a falta de reconhecimento, as desilusões, as quebras de confiança, as mentiras, nos trazem um sentimento de alheamento, uma sensação de abandono e solidão, com isso acabamos mais desconfiados com a vida e as pessoas, e ao mesmo tempo criando uma baixa auto-estima. A pessoa que é abandonada de repente, sente-se assaltada por uma variedade de emoções como entorpecimento, auto-piedade,ressentimento,raiva, culpa, ansiedade, depressão. Quando todos estes sentimentos atingem o auge, em plena turbulências emocional, damos-nos conta, subitamente, de que estamos sós.Talvez não possamos alterar a realidade, mais podemos controlar a maneira de encarar esse modo de vida.

Mesmo tudo dizendo o contrario,apesar da minha tristeza, da minha sensação de impotência, eu não perco a minha esperança, tento acreditar ate no fim, que as coisas vão melhorar. Vivo sem perde essa tal de esperança, que muitas vezes esta conosco de manhã, é ferida no decorrer do dia, morre ao anoitecer, mais ressuscita com a aurora.

"Em um dos clássicos mitos gregos da criação, um dos deuses, furioso com o fato de Prometeu roubar o fogo e com isso dar independência ao homem,envia Pandora para casar-se com seu irmão, Epimeteus. Pandora traz consigo uma caixa, a qual foi proibida de abrir, porem sua curiosidade foi mais forte, e ela acaba levantando a tampa para ver o que contém,e,neste momento, todos os males do mundo saem dali, e se espalham pela terra. Apenas uma coisa fica lá dentro : a Esperança"

"Enquanto há vida, há esperança"