domingo, 26 de julho de 2026

Lágrimas de formiga

Quantas vezes perdemos tempo olhando, admirando, e nos preocupando com coisas pequenas. Deixando de realizar sonhos, e conquistar metas, por simplesmente valorizar de mais um problema, que no contesto é praticamente insignificante.Ficar planejando tudo nos seus mínimos detalhes é a forma mais fácil de errar, sim, planejar muito é um grande erro, pois a vida não espera por nos, pela nossa obsessão pelos detalhes. Ela acontece, e quando vemos já passou. Quando a vida passa, as pessoas conseguem de novo perde tempo, se lamentando pelo passado, por aquilo que não volta, e sofrem pelo passado, crucificando o seu presente e ferindo fatalmente seu futuro. Criando um ciclo de sofrimento e dor sem fim.Temos que deixar para atrás o que passo, viver o presente, sendo honestos com nos mesmos, sincero com os outros, sendo humilde e coração aberto. Perdoar quem nos faz mal e ajudar quem precisa. Essa é uma excelente forma de gastar nosso tempo, em vez de ficar dias e noites choramingando por coisas pequenas.Nos podemos fazer da nossa vida o que quisermos, podemos nos preocupar com o bater de asas da borboleta, ou esquecer que ela existe. Não adianta ficar obcecado com as lágrimas de formiga. Isso só ira trazer tristeza e angustia para nossas vidas.Sempre que quiser lamentar algo, ou pensar de mais na vida, procure ajudar alguém. Mais vale perde tempo ajudando alguém, do que pensando de mais no futuro ou passado. A vida é o agora é o presente. Perca tempo ajudando e assim seu coração vai se encher de harmonia e plenitude, e seus problemas você vai acabar esquecendo.!


"somos as folhas e os ramos de uma mesma árvore, as gotas de um único mar"

"Quase morrer não muda nada. Morrer muda tudo"

Fim dos contos de fada...

Além do primeiro amor ser inesquecível, muitas vezes ele insiste em permanecer em nossos corações.Nunca se percebe por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal só porque acaba. O primeiro amor dá demasiadas alegrias, mais do que a alma foi concebida para suportar. Alem de ser o que dói sempre demais, sempre muito mais do que pode aguenta o peito humano. Pois o primeiro amor não deixa nem um único bocadinho de nós. Nenhuma inteligência ou atenção se consegue ter ou manter. Fica tudo ocupado. O primeiro amor ocupa tudo, é inobservável, é difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor leva tudo e não deixa nada.
É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. O primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível o que junta em apenas um amor todos os outros tipos ( o amor romântico, a paixão, a atração e a união), antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.

Esse amor é como ter borboletas no estômago, ele cria aqueles momentos que duram uma vida, uma voragem que nos come as entranhas e não nos explica. Eletrifica-nos a capacidade de poder amar. Nos faz ter galáxias nos olhos. Nos acabamos pulando de encontro ao nosso primeiro amor sem pensar onde vamos cair ou de onde saltamos. Saltamos e caímos. Enchemos o peito de ar, perdemos todo o ar do peito, juramos o impossível, e estatelamo-nos na água ou no chão, e a única dor que sentimos, é de tanto rir, da imensa alegria que sentimos.

Não existe regras para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria primeiro. Não se pensa, não se resisti, não se duvida. Como acontece em todas as tragédias e dramas. Mesmo com o passar do tempo, ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capítulo mais feliz ou mais arrumado. Mas não pode ser feito. O primeiro amor é o único milagre da nossa vida. É tão separado do resto, do tudo que conhecemos, como se fosse uma primeira vida.

Não existe amor igual ao primeiro. Pode acontecer amores maiores, amores muito melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Os outros amores poderão ser mais úteis, até mais bonitos, amores mais duradouros. Mas são amores cansados, amores que sentem saudade de outros, amores que já dão o desconto, amores que já têm medo de se magoarem, amores democráticos, que se discutem e debatem. São mais verdadeiros, respeitam mais as personalidades, são mais construtivos, são tudo aquilo que se quiser. Mas formam um conjunto entre eles. O segundo e o terceiro e o quarto, muito diferentes, mais parecidos. São amores que se conhecem uns aos outros, bebem copos juntos, se combinam.

E todos os amores dão maior prazer que o primeiro. Mas não há amor como o primeiro. O primeiro amor não forma conjunto nenhum. Nem sequer entre os dois amantes, os primeiros. Acabam tão separados os dois como o primeiro amor acaba separado dos demais. O amor foi a única coisa que nos prendeu. É o único que nos faz perde a noção de tempo e lugar, estraga o coração e que o deixa estragado. Ele está além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com o real. Pertence a um mundo de miragens, um lugar de pura fantasia que só tem duas cores o preto-preto feito de todos os tons pretos do planeta e o branco-branco feito de todas as cores do arco-íris, todas se perdendo e encontrando dentro da outra.

Por ser insustentável e irrepetível que o primeiro amor não se esquece. Parece impossível porque foi. Não deu nada do que se quis. Não levou a parte nenhuma. O primeiro amor deveria ser o primeiro a esquecer-se, mas durante o primeiro amor ou depois, acaba sempre sendo o último primeiro amor.O mundo é uma conspiração cinzenta de amores em segunda mão. Nada é puro fora o primeiro amor. O tesouro que nos foi permitido viver, as pessoas estão a morrer, os olhos cheios de luz estão a cegar, mas o primeiro amor é a eterna magia de se viver.

Não há outro coisa igual ao primeiro amor, um amor doentio, fechado dentro do armário, escondido no fundo da velha gaveta, uma porta que dá para o Paraíso, a sensação delirante de ter sempre a boca cheia de coração e não conseguir dizer coisa com coisa, nem falar, nem fazer. Não há paz de alma, nem dinheiro no mundo, que valha a guerra do primeiro amor, a única em que todas as pessoas acabam morrendo e ninguém fica para contar como foi.

Afinal não é por ser o primeiro, nem é por ser amor. A força do primeiro amor vem do fundo do coração, do incêndio incontrolável, daquelas ilusões e esperanças, saudades pequenas e sentimentos, que nascem em nós com uma força exagerada e excessiva. Se fôssemos para todos os outros amores com o coração semelhantemente alucinado e confuso, nunca mais seríamos felizes. É por causa dessa tristeza do primeiro amor. Que acabamos nos preparando para sermos felizes, criando limites, queimando energias, esgotando inusitados dramas, tornando-nos mais inteligente, mais realistas, nos tornando mais razão do que emoção.

É por isso que o primeiro amor fica com a metade mais selvagem e inocente de nós. Seguimos caminhos, para outros amores, mais suaves e civilizados, menos exigentes e mais compreensivos. Ao invés de beleza para nos guiar, nosso coração acaba se endurecendo a um mundo de ausência e nos banindo para o mundo real, um mundo onde a alegria é triste, esse lugar que choramos pelo sol, congelados pela ausência do primeiro amor. Será por isso que o primeiro amor nunca é o único, que lindo seria se o primeiro realmente fosse mesmo. Só para que não houvesse outro.


"O amor não tem a ver com palavras idiotas, mas com grandes gestos.
O amor tem a ver com faixas sobrevoando estádios,
Pedidos em telões,
Palavras gigantescas no céu.
O amor é ir além das forças, ainda que machuque.
Liberar os sentimentos.
O amor é achar dentro de si uma coragem que nem sabia existir.
Mas o amor acaba.
A verdade é que chegamos ao mundo sozinho e saímos exatamente do mesmo modo.
O amor é um negócio horroroso e terrível, praticado por tolos.
Vai partir seu coração e deixar você na pior.
O que sobra pra você, no final?
Nada além de algumas incríveis lembranças que não se esquecem.
A verdade é que haverá outras pessoas por aí,
Quer dizer, espero que sim!
Mas nunca vou ter outro primeiro amor
O primeiro amor vai ser sempre ela."

O destino é como uma caixa de bombons...

Quando compramos uma caixa de bombons sabemos que terão chocolates amargos, doces, bons e ruins. Da mesma forma como chegamos ao mundo, e com o passar do tempo aprendemos que a vida não é justa, muito menos um mar de rosas. Porem assim como uma caixa de bombons, não temos como saber o que teremos exatamente pela frente, a única certeza é que sempre estaremos tendo momentos bons, ruins e por que não os dois ao mesmo tempo.Vão existir momentos onde estaremos tão famintos pelos bombons que não vamos ter a calma necessária, e paciência para esperar o momento certo de comer o chocolate.Vai acontecer de acharmos maravilhosos chocolates, como um diamante negro, porem depois tentaremos a todo custo encontrar outro, mas não é nos que decidimos qual chocolate vamos comer, ou melhor, decidimos se vamos querer um certo chocolate ou não, mais não somos nos que escolhemos qual chocolate que vai sair da caixa.Assim é a vida, as paixões, os dramas, as tempestades, um dia estaremos comendo um incrível chocolate e no outro vamos estar de dieta. Assim como vão sair da caixa bombons horríveis de ruim, também vão sair chocolates fantásticos. Não podemos ser negativos, temos que aprender a admirar e saborear o lado doce e amargo da vida.


O rei agora é livre
Não tem mais seu castelo, nem seu trono
Porem seu reino é o mundo todo
Não usa mais seu velho cavalo
Do mundo da fantasia veio um grifo
Nada mais conveniente que um leão alado
Para o rei de todo o mundo
Do seu mundo, dos seus próprios sonhos
Criando novos caminhos, levando junto o bobo da corte
Vamos conhecendo novos lugares
Com minha coroa na cabeça e meu sorriso de bobo da corte no rosto
Voando de porto alegre para laguna
Contente da vida, curtindo a vida
Mesmo não estando nas nuvens como antes
Acabo descobrindo novos lugares todos os dias...


"A vida é como uma caixa de bombons: voce nunca sabe o que vai encontrar"

"Eu não sei se cada um de nós tem um destino ou estamos flutuando por aí acidentalmente na brisa, mas acho que pode ser os dois e talvez os dois aconteçam ao mesmo tempo."

Mudando opiniões...

Quando queremos convencer alguém e fazê-lo ver o mundo da nossa perspectiva, temos que ir até essa pessoa, e pegar ela pela mão e guia-la. Não devemos ficar parados a certa distância lhe gritando; nem xingar e muito menos exigir que venha até onde estamos. Nos precisamos começar de onde ela está. Esse é o melhor caminho, pois nos assegura que a pessoa vai repensar seu ponto de vista e talvez ate mudar de opinião.
Embora a maioria das pessoas respeita a força, nem sempre a associa à delicadeza e amor. Mas é sempre da força que advém o amor e a delicadeza. É sempre da força que aprendemos a não condenar as fraquezas ou medo ou o rancor. A força nos encoraja a sermos empáticos, a sermos mais flexíveis, alem de nos fazer ser mais cativantes e a fazer concessões. Se de fato desejamos trazer alguém para junto de nosso pensamento e nosso coração, um pouco de delicadeza e compreensão se torna um atrativo poderoso.

"Quando uma pessoa tem alguém a quem quer proteger, então se torna verdadeiramente forte"

"Deve-se estar perdido, para achar locais que não se pode achar. Caso contrário, todos saberiam onde fica. "

Naufrágio das coincidências...

Não se puna pelo destino, pelas coisas que não estão ao seu poder. As vezes o que é certo, não esta maduro o suficiente, ou então a vida não quer que seja e pronto. As coincidências determinam tudo, tanto para o começo quanto para o fim. Quando duas vidas se cruzam ao bem prazer da coincidências, pode dar certo ou errado. Mais vai depender das próximas coincidências.Os rumos que a vida toma ou são semelhantes, ou não são nada, mesmo quando parece que é para ser, por objetivos e ambições distintas acaba sendo adiado ou morrendo onde esta. Então se os vendavais do destino ou acaso te derrubarem, criando dificuldades, para puxar para o fundo do oceano o barco da tua existência, não perca as esperanças. Somente se você desistir de lutar contra as ondas gigantescas é que sofrerá o naufrágio. Não tema, seja forte, que a sua esperança será o leme, que vai lhe conduzir a um porto seguro. Tenha coragem para resistir as tempestades do mal, do sofrimento. Confie no poder do amor, por que as mesmas coincidências que nos devastam, acabam nos trazendo novas oportunidades de sermos felizes.

Dia frio e de muito trabalho
Entregar, dirigir ate mesmo pagar conta
E na aula estudar, para um dia conseguir se forma
Não é que no estacionamento
Uma conversa inesperada
Reacende minha força interior para o amor
Pois milagres acontecem todos os dias
E quando menos esperamos algo novo vai acabar nos salvando
Apenas temo que estar de olhos apertos e preparados para agarrar esse milagre.


"Eu vou continuar respirando, porque amanhã o sol vai nascer e ninguém sabe o que a maré vai me trazer"

As plantas e o amor...

Certa vez, uma tal pessoa me disse, que um relacionamento, é que nem uma plantinha, onde tem que ser cuidado dia a dia.Uma amiga já comparo o amor a uma árvore. Onde não existe disputa entre passado e presente, cada amor é uma árvore, uma historia.Concordo com as duas teorias, a plantinha é mais para amores, e árvore é para aqueles amores incondicionais, que deixam marcas, que se raizam no nosso peito e para sempre existiram la. Essas plantas não tem poder para impedir o crescimento de novas árvores ou plantinhas. Elas penas podem fazer sombra, e de certa forma ajudar no crescimento das novas paixões. Nosso coração acaba se tornando, uma belíssima floresta quando o abrimos para as pessoas poderem colocar sua semente nele. Devemos esquecer o ontem, nos concentrar no aqui e agora, porém sem desprezar o amanhã. Recordar momentos tristes não irá mudar o que já passou. Não deixe seu coração morrer, perdendo o sentindo da vida. Abra seu coração para novas sementes, sempre que possível. Deixe as árvores da sua floresta quietas, no canto delas, não adianta de nada viver no passado, ele não volta mais.Existem coisas na vida que não podemos controlar, só nos resta aceitá-las e compreendê-las. Não queira saber mais do que pode ou deve.Anime-se, as sementes precisam de você com elas, no presente, as cultivando, cativando e não no passado, escorado naquela árvore que fico para atrás, que se torno seu passado.

Dia muito frio
Andando pela rua vejo algo realmente curioso
Uma placa em cima da grama,
Normalmente placas assim podem ter três frases
"Não pise na grama" " Vende-se ou Aluga-se" e " Não jogue lixo aqui"
Mais essa se destacava, pois não era nada de comum
Nada de normal
Estava escrito apenas
"Por favor não colocar despacho aqui"
Chegamos numa época, onde colocam placas para proibir a macumba.
Imagina a quantidade de macumba que colocaram naquela grama..
Para o seu dono se revoltar e colocar uma placa
O macumbeiro concerteza não vai parar com os despachos
Tanto como o dono da grama não vai parar de limpar
As coisas são como tem que ser, uma rotina viciante
Em um único sentido.

"Não sei... Se a vida é curta Ou longa demais pra nós, Mas sei que nada do que vivemos Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas."

Incondicional...

No amor incondicional, é comum ouvir dizer que quem ama, ama por inteiro. Certamente é a forma mais poderosa de se amar alguém, pois ele existe apesar de, e que atravessa qualquer tipo de tempestade, tropeça em muitos obstáculos e mesmo assim não deixa de existir; não altera a sua rota, não diminui a sua dimensão, não perde o seu peso, não permite que o seu brilho seja ofuscado. Amor incondicional não faz de conta que é, não se obriga a desistir de si mesmo, não precisa viver de fantasias, nem andar travestido de ilusões para prosseguir o seu caminho. Esse amor do qual estou falando é por si só inteiro, não agoniza e muitas vezes inexiste aos olhos dos outros, mas quem ama incondicionalmente, sabe a receita exata de como vivê-lo apesar das dores.

O amor se torna incondicional quando ele já se acomodou dentro do nosso peito, já se conformou com a estrada que terá que percorrer e já não há mais possibilidade de derrapar em nenhuma curva desse caminho, nem ser atropelado por qualquer dúvida. É quando também, o que ficou para trás já não importa e o que está por vir não vai mudar nada. O amor incondicional é aquele que doa o melhor de si, mesmo recebendo o pior de alguém, ele não depende de ser querido, nem de ser aceito, pois ele não esmorece mesmo sendo ignorado. Esse amor é daqueles amores que sangram muito, latejam, abrem enormes feridas, mas que ainda assim não deixam marcas nem cicatrizes, porque a partir daí, eles passam a viver para sempre dentro do nosso coração.

Mas não tardamos a encontrar dificuldades em atender as exigências do amor "incondicional".
Há pelo menos uma condição obrigatória para que amemos alguém dessa maneira, ou seja, que essa pessoas continue a crescer como pessoa, distinta de nós. Se sentirmos, por um momento, que estamos impedindo alguém de crescer, precisamos, de imediato e com cuidado, reexaminar o nosso amor. Precisamos não só respeitar a necessidade de crescimento de quem amamos, como devemos fomentá-la, mesmo com o risco de perder a pessoa amada. Parece irónico, mas é verdade: só no constante crescimento individual é que há qualquer esperança de que duas pessoas cresçam juntas. Muitas vezes apenas se afastando é que poderiam acabar crescendo, e nessas horas é que o amor se transmuta, para algo muito maior, mesmo sacrificando sua felicidade conjunta, estão criando uma oportunidade para uma felicidade gigantescamente maior.

É uma falácia dizer que para preservar o amor duas pessoas devam fundir-se completamente num único ser. Ficar juntos, ao pé da lareira é uma cena tocante e agradável, desde que o fogo não se apague por falta de lenha: um dos dois terá de sair para repô-la. Feito isso, retornamos ao pé da lareira, onde o fogo agora é mais vivo, e nos aquece mais, nos dá mais calor.

Frio e sono
Tendo que andar sem rumo
Apenas esperando as oportunidades que vão aparecendo
Não estou fechado, apenas vivendo uma realidade alternativa
Por mais estranho que pareça, consigo ajudar e animar as pessoas
De uma forma que nem eu mesmo faço comigo mesmo
Não me importo mais com o que foi, ou me importo de mais
Querer o que não posso ter, se torno uma rotina dessa minha vidinha
Mais ajudar os outros é algo que me ajuda a não desanimar
E continuar há caminhar em sem rumo nem perspectivas

"Nunca deixe alguém te fazer sentir como se não merecesse o que quer."

Nos tornando imortais...

O abandono, perda e morte são um igualador derradeiro, reduzindo-nos a todos a um destino comum. O que nos distinguirá serão as lembranças que deixamos para trás.
Enquanto houver alguém que nos ame, permaneceremos vivos. As lembranças nos tornam imortais. Na verdade, o amor sempre dura mais que as lembranças.

Vivendo sem fazer promessas
Promessas são feitas e acabam entrando em esquecimento
Curtindo o frio e indo ao cinema me diverti
Rindo e tentando esquecer das hora que passam no relógio
Lábios rachados e um sono inquietante me embalam
Vivo agora assim, me divertindo sem existir
Todo arrumado por fora, e morto por dentro
Apenas aguardando a luz do fim do túnel se transformar em um alvorecer dourado

"Viver no coração de quem deixamos para trás não é morrer."

"Nunca é um erro se importar com alguém.."

Desencontros do tempo...

O tempo escorre pelos meus dedos, é algo que não consigo alcançar, nem mesmo fugir. Frequentemente transforma a esperança e o conforto em vazio e desespero. Ao mesmo tempo que faz do vazio e desespero mudarem para conforto e esperança. Algo tão generoso e cruel, que nos maltrata com as lembranças inesquecíveis que devem ser esquecidas, e nos consola com o esquecimento num labirinto de pensamentos. Eu tentei lutar contra essa força invisível, que controla nossas vidas, nos punindo e absorvendo conforme suas próprias determinações. Mais não existe trégua, pois mais cedo ou tarde caímos exaustos de tanta luta, enquanto ele, continua ali, forte e bravo, impondo suas vontades nos obrigando a se curva a ele. Eu exijo explicações, procuro soluções para as conveniências do tempo. Por que as coisas acontecem como acontecem?; Por que as coisas acontecem na hora certa, que acaba sendo na hora errada, se era hora errada então por que tinha que acontecer?. Perguntas que ele nunca vai me responder, ou então quando me entregar as respostas eu já estarei fazendo outras perguntas.
Ele já foi meu grande amigo, me prometeu amor, porem acabo sendo um tanto desleal, me levando há uma estrada para o deserto, uma caminhada por um labirinto de areia e dunas, onde a única coisa existente é um silencio complicado de descrever, uma dor que antes era pura alegria. Como o tempo pode ser assim, num momento é o nosso céu, em outro nosso purgatorio. Já estou cansado desse lance de frequentemente ganhar e perde, dessas mudanças inesperadas, que nos fazem crescer e rachar, das alegrias dos encontros, espelhos de partidas, para que tanta mudança. Eu esperei tanto tempo, e quando ganhei sou obrigado a esquecer, isso é desesperador, ter que esperar e superar o tempo, sendo que o tempo não nos espera esperar-lo, ele passa e segui suas conveniências próprias, chamadas de destino para uns e acaso por outros, são a mesma coisa a pifia força do tempo controlando nossas vidinhas frágeis e pequenas. Essa tormenta que nos faz mudar constantemente de ideia, de viver pelo coração e depois viver pela razão, que nos cega e abre nossos olhos, uma bênção e uma maldição, com a mesma força que nos faz cair nos traz novas esperanças, nos reerguendo. Simplesmente temos que seguir em frente e aguentar como podemos suas mares de mudanças, deixar de tentar compreende-lo e apenas viver ao máximo suas tormentas de alegrias e tristezas, aproveitar o seu lado bom e ruim ao estremo, mesmo ao custo de nos machucar ou perde, pois mesmo perdidos o tempo faz questão de nos encontrar, com suas voltas ou novas facetas. Apenas posso esperar que ele conserte os encontros em horas erradas que ele promoveu, ou que promova novos encontros em horas certas, ate mesmo novos encontros em horas erradas.

Madrugada feliz e alegre
Muita chuva e felicidade
Amigos por todos os lados
No boliche e na casa noturna
Bebida e dança
Harmonia e conforto
Mesmo faltando algo a noite foi um tanto boa
E num domingo de manha
Quem diria que acordar cedo seria tão encantador
Em meio ao cinza do céu
Dois malucos ficaram em quadra publica jogando um bom e velho basquete
Acabo matando a saudade e dando vontade de mais...!

"Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém. Posso, apenas, dar boas razões para que gostem de mim e ter a paciência para que a vida faça o resto..."

Afeição...

Devemos sempre agir como as famílias italianas, onde o contato físico sempre é comemorado e estimulado entre amigos e familiares. Sendo que não abraçar ou não beijar é considerado um comportamento punitivo.
A ciência mostrou que um simples abraço é um dos recursos terapêuticos mais convenientes e baratos que existem. Entretanto carecemos de contato físico.
É surpreendente descobrir que a afeição ( tocar, abraçar, afagar) é mais importante ate mesmo que a comunicação.
A afeição, o contato físico não-sexual, é um tremendo recurso para o bem-estar físico e emocional, e essencial para o crescimento nas relações pessoais. Nada custa, não precisa de equipamento especial e está sempre à nossa disposição. Para amar, precisamos fazer com que as pessoas saibam que nos importamos com elas. A melhor maneira é literalmente alcançá-las e mostrar-lhes o que sentimos, o mais frequentemente possível.

Dia incrível para se fazer nada
Chuva, frio...
Tudo perfeito para um chocolate quente
E um otimo abraço
Um vinho e um bom filme
Em baixo das cobertas com seu grande amor
Infelizmente esse sonho se perdeu
Virou pó e já não posso mais realizar
O que sobrou é ir cair na noite
De olhos fechados
Para que meus olhos não traiam meu segredo!

"Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der o seu coração, ele lhe dará o dele"

A família...

Quantas vezes demonstramos nosso amor, ou dizemos um sincero "eu te amo", para as pessoas que de fato são da nossa família, ou por merecimento nos os consideramos ( amigos...) da família? Como dizia o poeta francês François Villon, " Eu te amo. São palavras fáceis de dizer, mas me falha o coração ao dizê-las. O seu significado é tão pleno e tão musical quanto o dobre do sino do destino."
Não deveríamos nunca nos cansar de exprimir o amor, porque certamente nunca nos cansaremos de ouvir quanto alguém o exprimir. É estranho como é simples usar verbos amar e adorar com seres inanimados. Não hesitamos em dizer que amas ou adoramos nosso carro, nossa roupa, nossa comida, vivemos demonstrando o quanto nos importamos com nossos bens materiais. Mas temos sérias dificuldades em demonstrar e verbalizar o nosso amor por outros seres humanos, mesmo para os mais íntimos.
A mensagem "eu te amo" não é do tipo que se possa subentender. Ao contrário, precisa ser dita e demonstrada sempre quando e onde o amor estiver presente.

Estou lendo um livro a algumas meses, de pouco em pouco vou lendo, já que leio vários livros ao mesmo tempo.
Esse certamente não será a ultima postagem sobre esse maravilhoso livro.
Ele fala e muito sobre o amor pelas pessoas que são ou se considera da família.

O chefão - Mario Puzo (ou para quem preferir O poderoso chefão)

É um livro magnifico, muito bem escrito e com uma história que nos prende. O livro deu origem a trilogia cinematográfica, um dos melhores filmes da historia, apesar de a história do 3° filme não aparecer no livro.

Para quem não conhece, o livro de Mario Puzo conta a história da máfia nos Estados Unidos, tendo como personagens principais os membros da Família Corleone, liderada por Don Vito Corleone, carinhosamente chamado de 'padrinho' pelos amigos.
O livro nos fala da infância de Don Corleone, o começo da poderosa 'Família Corleone' e todos os desafios por qual ele passa para proteger sua própria família e impedir que a força dos Corleone entre em declínio.

Um dos trechos que fala da importância da família :

"- E em que você acredita? - perguntou Kay calmamente.
Michael deu de ombros.

- Acredito em minha família. - respondeu - Acredito em você e na família que podemos ter. Não confio que a sociedade nos proteja, não tenho a intenção de colocar o meu destino na mãos de homens cuja única qualificação consiste em procurar convencer um grupo de pessoas a votar neles. Mas isso é por enquanto. A época de meu pai já passou. As coisas que ele fez não podem mais ser feitas, a menos que se corra um bocado de risco. Quer gostemos disso ou não, a Família Corleone tem de se juntar a essa sociedade. Mas quando o fizer, quero que nos juntemos a ela com grande parte do nosso próprio poder; isto é, dinheiro e propriedade de outros valores. Eu gostaria de garantir meus filhos tanto quanto possível antes que eles se juntem a esse destino geral."

(Trecho do capítulo 25 )

Em alguns aspectos da vida, mesmo que não seja fácil admitir, deve-se agir como Michael Corleone.

Tudo é transitório, tanto o amor, a vida, e a morte...

Com o passar do tempo temos altos e baixo com as pessoas que amamos. Mas nos mantivemos determinados, tendo sempre vivências maravilhosas e malucas. Com isso acaba acontecendo várias transformações, por qual cada um de nós passou e no profundo partilhar nos uniu pelo resto da vida.Nunca perdemos as pessoas que amamos, mesmo com a morte. Elas continuam a participar de todos os nossos gestos,de todos os pensamentos, de todas as decisões que tomamos. O seu amor deixa uma marca indelétavel na memória. E somos reconfortados ao saber que nossa vida foi enriquecida por partilharmos de seu amor.Embora algum dia tenhamos de partir com quem amamos, eles não ficarão perdidos. Somos sempre melhores por termos amado. Dessa forma, o amor transcende até a morte.

"Estava ali, e nós somos assim mesmo...
não damos o devido valor quando se tem disponível...
e agora longe, muitas vezes sem nenhum contato, é que vemos que um simples aperto de mão pode arrepiar até o último fio de cabelo...
Ontem sentia que faltava algo...
Hoje você é responsável por uma dor que não é cruel...
Mas machuca tanto..."

'' a única certeza nessa vida é a morte, porém a mesma não é o fim de tudo, é apenas um passo para frente.''

"As flores brotam e morrem...
As estrelas brilham, mais um dia se apagarão...
Tudo morre, a terra, o sol, a via láctea...
Até mesmo todo esse universo não é excessão...
Comparado a isso...
A vida de um homem é tão breve e fugidia como o piscar de um olho...
Nesse curto instante...
Os homens nascem, riem, choram, lutam, sofrem, festejam, lamentam, odeiam pessoas e amam outras.
Tudo é transitório...
Em seguida, todos caem no sono eterno chamado morte..."

Um remédio chamado...

Não há um remédio como a esperança, nenhum tónico mais potente do que a convicção de que todo trauma tem solução. A capacidade de ter esperança nos permite enfrentaras provocações do dia-a-dia. Lembra-nos que prevalecemos, não importa o que acontecer.
Ninguém precisa ser uma vítima sem esperança; são poucas as situações que não têm remédio. Com esperança, podemos transformar uma suposta tragédia numa conquista. Se a situação não se modificar, podemos nos modificar para enfrentá-la.
Para os que acreditam, a esperança, de fato, se afigura eterna.


"Haja com esperança.
Vibre com a esperança.
A esperança mobiliza as forças do espírito e põe em você os benefícios de que precisa.
Deixe a esperança crescer no seu coração.
Nem sempre os ingredientes da vida são gostosos
Acredite na magia, pois a vida é cheia dela, mas, acima de tudo, acredite em si mesmo...
porque dentro de você reside toda a magia da esperança, do amor e dos sonhos de amanhã.
Só assim com esperança e determinação conseguirá realizar os seus sonhos."

"Ter esperança é o fato mais significativo da vida. Confere aos seres humanos um senso de destino, e a energia para começar."

Sobrevivendo...

O coração é o lugar onde vivemos as paixões. é um órgão frágil. Ao mesmo tempo, é prodigiosamente resistente. Não há por que tentar enganá-lo. Depende de nossa sinceridade, de nossa honestidade perante a sobrevivência.
Muitas vezes, quando suspeitamos que não sobreviverá a alguma mágoa profunda, a algum sofrimento, recuamos para nossas fortalezas, onde a dor fica encoberta e onde negamos todo o sofrimento. E fingimos que estamos a salvo de tudo, na mais completa segurança.
Lutar contra os sofrimentos do coração é buscar, essencialmente, a transformação positiva. Poucas são as coisas de algum valor que ocorrem sem conflito. Se nada houver a nos opor, nos movendo da ação do ócio, á complacência, onde acabamos descobrindo que a ausência da dor, do sofrimento, não é a melhor resposta.

Quando penso que to me recuperando
Vem velhos sonhos me atormentar
A insónia volta a me incomodar
E quando durmo sonho com quem não posso
E de uma hora para outra bate uma saudade
E as lembranças acabam tocando fundo na minha alma
E no fim fica apenas o vazio do que não deveria mais ser lembrado

"Algumas pessoas sentem com o intelecto e pensam com o coração."

Diferenças...

Basta encontrar a pessoa que amará você por causa das diferenças e não apesar delas, e você terá encontrado um amor para toda vida. Felizmente somos pessoas muito parecidas com os outros em certos aspectos e muito diferentes em outros. São as diferenças que nos fazem ser o que somos e que determinam a direção em que cresceremos e nos transformaremos. Ser normal não significa renunciar à singularidade para que sejamos como todo mundo. Significa nos orgulharmos da forma como somos o que somos "únicos". De fato, é esse aspecto de nós mesmos que atrai os outros e que, para eles, é nosso maior presente de amor.

Maquiando a tristeza com sorrisos
Confundindo as lembranças com otimismo
Ofuscando o medo com alegria
Acabando com o desespero com a esperança
Porem não tem como ofuscar um olhar triste
Os espelhos da alma são sinceros de mais
Mostram uma alma destruída em pedaços
Mas continuo em frente com força
Lutando contra as fantasias dolorosas do amor
No fim apenas me resta recomeçar
Como uma estrela guia
Sem nunca perde seu brilho
Mesmo morta acaba vencendo o tempo
Brilhando por séculos a finco
Sem nem mesmo mais existir.

"Penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente."

Prioridades...

Para saber o quanto nos importamos com determinadas pessoas, convém situar, em nossa lista de prioridades, onde está a sua felicidade e bem-estar. Talvez essa afirmação pareça mecânica e arbitrária, mas é um indicador simples e confiável para medir nosso amor.
Todos temos prioridades pessoais, conscientes ou não, sempre que temos de distribuir o tempo e de fazer opções em nossa vida. Quantas vezes, por exemplo, colocamos nossas necessidades e nossos desejos adiante dos daquelas pessoas que amamos ? Será que em nosso desejo de amantes deixaríamos de ir a um jogo de futebol, ou a uma festa, a um encontro de amigos e amigas ? Será que deixamos quem amamos na espera porque consideramos nosso tempo bem mais valioso do que o dessas pessoas amadas ? Estaríamos dispostos a adiar nossos desejos, ambições e reformular nossas prioridades em prol da sua felicidade?
Não quer isso dizer que devemos estar todo o tempo reorganizando nossas vidas em função dos outros. Apenas sugere que talvez conviesse julgar o valor que damos aos nossos relacionamentos amorosos, olhando com honestidade nossas prioridades pessoais.

Afugente das suas recordações qualquer pensamento infeliz.
Tudo o que não lhe favoreça a pensar positivo deve ser extinto.
Acostume-se a pintar uma nova paisagem no quadro da existência.
Use o pincel do equilíbrio.
Ponha o colorido do bom astral, da paciência e do amor em sua tela mental.
Crie somente imagens positivas, belas e agradáveis. Não se detenha em lembrar fatos ou situações negativas.
Deixe aflorar em sua memória somente o que for bom.

"Apertar o relógio não parará o tempo."

Bode expiatório...

Uma pessoa que procura a felicidade em outras pessoas, em vez de procurar em si mesmo esta numa situação precária. Esse tipo de pessoa necessita de um companheiro que seja tão digno de confiança quanto possível. O crescimento desse companheiro, o que significa mudança, é uma ameaça para esse tipo de gente.Normalmente esse tipo de pessoa que tem pelo mundo, é extremamente dependente e carente. E tendem a aumenta a dependência mutua. Não vão aplaudir quando nos conseguirmos uma promoção, ou conquistamos algum prestigio, eles vão simplismete solapá de maneira sutil. De modo sutil, vão também ficar felizes com problemas que nos obriguem ter uma dependência maior deles. Nos tornando cada vez mais submissos. No fim dessa relação, com esse tipo de gente, acabamos nos sentindo muito menos capazes do que no inicio da relação. Depender de outra pessoa para ser feliz é, obviamente uma tentativa vã. Quase sempre nos sentimos decepcionados e impotentes dentro desse acordo. Por esse motivo, ao fim de um romance com alguém assim, dependente e passivo, costuma ser precipitado de maneira enraivecida e vingativo. Nos, o antigo centro do mundo deles, nos tornamos o remédio que não funcionou. Nos somos o bode expiatório que vai fazê-los sentir-se melhor sobre si mesmos. Nos somos o bode expiatório para tudo que sair errado com eles. Assim, uma separação desse tipo de pessoa tende a se tornar desagradável, porque nos também nós tornamos o bode expiatório para a falência do relacionamento. E o que os prendeu dentro dessa relação foi o mesmo que as fez sair : o bode expiatório.Então tomem cuidado com pessoas que as colocarem no centro do mundo deles, com pouco tempo de convivência. Pensem, que tipo de pessoa coloca outra no centro de seu mundo, em um passe de magica, sem praticamente nem conhece-las direito. Se você pensar, "nossa deve ser alguém muito romântico". Não, deve ser alguém muito problemático isso sim. Que tipo de mundo pode ser transformado quando se coloca no seu centro uma pessoa que tinha sido uma completa desconhecida a alguns dias, ou semanas atrás ? Um mundo sem seu próprio centro intrínseco.

"O destino não decide tudo, nós sempre temos uma escolha"


"Somos separados daqueles que amamos, e enfrentar essa dor nos torna ainda mais fortes."

Se distanciando...

Às vezes, só no distanciando, de uma situação aparentemente sem esperança é que começamos a desenvolveras atitudes necessárias para a regeneração. O afastamento do problema nos da tempo para analisar, pensar e nos reorganizarmos. É incrível como muitas vezes a solução esta em baixo do nosso nariz. Os amigos, os conselheiros, a família, os livros são boas fontes de descoberta de novas opções. Mas precisamos dedicar o tempo necessário para encontrar nossas respostas e soluções.Quando nos afastamos do amor minguante, não estamos fugindo do problema, e sim nos movendo para novos caminhos e uma nova jornada. Não podemos solucionar os problemas da vida, a não ser solucionando-os, tendo paciência e determinação.

'' Talvez nem tudo deva durar para sempre, certas coisas são como escrever no céu..uma coisa muito bonita mais que dura alguns instantes apenas e depois...depois você entende né ?..."


" Não pode chover o tempo todo, o céu não pode cair para sempre e embora a noite pareça longa, suas lágrimas não podem cair para sempre."

As garantias...

Todo mundo gostaria de ter garantias de que o amor durasse para sempre. Para isso fazemos promessas, declarações, demonstrações publicas. Eu costumava pensar que todos deveriam se apaixonar para sempre. Mas só há uma certeza: haverá mudanças. Sejam dramáticas, sejam sutis, mas é só com elas que podemos, e devemos contar.
Como sabemos o amor não oferece garantias, a única segurança que temos acesso é a de que ele é dinâmico e crescera ou morrera, dependendo de como for nutrido. A segurança está na aceitação dessa natureza mutante. Sabendo isso, nada temos a temer.

Mais um dia perfeito
Céu azul e crianças cantando
Um dia mais feliz
Cheio de graça e animação
Sem contar meu pai com sua mania
E agora invento quebrar minha parede
Nada fora do comum
Um buraco na parede e um garoto indo no cinema.

"Quando mais precisamos, o destino sempre esta contra nós"


"Só no crescimento, na reforma e na transformação, misterioso paradoxo, é que encontramos a verdadeira segurança" ( Anne Morrow Lindbergh )

Hoje é o Dia...

Nos vivemos num emaranhado de trivialidades, que nos esquecemos de viver. Hoje é o dia para agirmos, para ir em outros lugares, para dar felicidade, para conquistar as coisas que renegamos à terra do "algum dia, quando chegar a hora certa". Não precisamos pensar como se cada dia fosse o ultimo dia. Isso seria muito improdutivo porque estaríamos, no mínimo, adiando tudo, mas em prova do que estou dizendo, precisamos resistir com determinação àquela complacência apática que nos embala na convicção de que sempre teremos amanhã.


Dia lindo de mais
Céu azul anil
Pássaros a cantar
Cachorros a brincar
E as pessoas a saltitar
Cantando BE happy
Para se animar
Enquanto estou atordoado
Muito desanimado
Apenas a dança
Me salvo
Desse dia monótono e egoísta
Que resolveu ser bonito de mais
Sem me comunicar.


"É preciso amar as pessoas como se não tivesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há".

Trauma

A maioria dos nossos traumas vem através da perda. Não há vida que esteja livre dessa experiência dolorosa. Não há como evitá-la. Faz parte da realidade humana.O trauma ameaça nosso equilíbrio emocional e mental, sobretudo quando a perda é irreversível. O que antes aceitávamos como habitual e previsível, de repente parece bizarro e deslocado.Leva tempo para aceitarmos a irreversibilidade de uma perda. O reajuste a uma vida que nunca mais será a mesma pode expor fraquezas interiores nossas. Mas também pode relevar forças e recursos que não sabíamos que tínhamos. Normalmente a principal reação a perda é sentir pena de nos mesmos e colocar a culpa em alguém ou em alguma coisa por nosso infortúnio. Acusamos Deus, a sociedade, o destino, os seres amados, qualquer pessoa que esteja a nosso alcance. Na realidade, quando assumimos a responsabilidade de superar o trauma sofrido, passamos a nos conhecer melhor e conseguimos aceitar mais a vida. O tempo de sofrimento ou de perda da esperança pode ser o despertar que nos abre para nós mesmos, que nos dispersa a ignorância e que apaga nossas falsas percepções. O único trauma duradouro é o que sofremos sem uma mudança positiva.Com o tempo, a dor cede, as feridas cicatrizam, e descobrimos uma importante verdade: o que resta afinal é o que de mais valioso possuímos, a própria vida.

"A felicidade é o intervalo entre períodos de infelicidade"

Estagnado...

O tempo está passando, as estações e as pessoas mudando,e eu continuo estagnado, esperando por um milagre acontecer. Ando como uma poeira do tempo, sendo carregado pelos ventos do outono. Tento mudar meu comportamento, deixar o passado, passam os dias, e nada muda, quando me acho forte, vem velhas lembranças para me atormentar, me mostrar o quanto estou fraco. To certo que isso um dia vai passar, a vida não é só isso, talvez o isolamento e solidão resolvam, talvez o conhecer novas pessoas. Talvez escrever as conclusões do meu cotidiano seja uma saída. Não sei..são muitos "tal vezes" e uma serie de incertezas.!



Preso dentro do trem
Esse é meu pulgatorio
Vagando de um lado a outro
Sem conseguir acorda
Pesado de mais para levantar
Escorado num canto
Num trem vazio
De estação em estação eu vou
Para lugar algum
Inferno ou paraíso
Eu não sei
Mal consigo respirar
Apenas sentindo
Uma dor continua
Que cresce a cada estação
Uma dor sem fim.


" Se você ficar procurando razões pra não ficar com alguém, você sempre vai encontrá-las, às vezes é preciso deixar as coisas fluírem por um momento e dar ao seu coração o que ele merece."

Preocupar gera preocupação ou não ...

Quando estamos entrelaçados com alguém, se torna mais fácil se preocupar consigo mesmo, com as consequências dos nossos atos. Pois sabemos que faltando com nos mesmos, estaremos faltando com aquela pessoa especial, que nos cuida e protege e respeita. E sua preocupação em nos proteger, nos faz pensar duas vezes antes de tomar certas atitudes e ações tempestuosas, arriscadas e perigosas.

Quando estamos sós, sabemos que não existe alguém que se preocupa com nos. Portanto nossas atitudes e ações são mais inconsequentes, pois se acontecer algo de ruim, apenas nos vamos sofrer as consequências, e acabar se ferindo ou se machucando. Sabemos que não magoaremos ou desapontaremos alguém, se torna mais fácil correr riscos, pois os riscos apenas serão nossos.

Machuca mais machucar os outros do que si mesmo, sim pois quando desapontamos alguém, ou deixamos alguém atormentado de preocupação, vemos no seu olhar, a tristeza e medo por nossa segurança, isso doí muito em nos mesmos. Por que da mesma forma que a pessoa se preocupa com nos, estamos também preocupados com ela. E não queremos o mau dela, ou deixar ela preocupada com nossas ações. Por essa nossa preocupação pela pessoa que se preocupa com nos, que acabamos pensando duas vezes ou então não fazendo, as merdas, besteiras, e inconsequências e aventuras que fazemos quando solteiros.


É noite e esta estrelado
A cidade parece um espelho do céu
Cheia de luzes
Lembram um reflexo do céu
Cena linda para casais
Mais apenas o que há é a liberdade no ar
São três pássaros livres a cantarolar
A felicidade de poder voar
Pelo outono gelado
E seus corações apaziguados...

"Os Ouriços vivem distantes uns dos outros, para não machucar os demais e para não se ferir. Eles vivem tentando achar uma maneira de serem felizes sozinhos, e também, buscando uma maneira de se machucarem. Eis o Dilema do Ouriço."

Sem Pensar

Vivendo cada momento, sem ficar pensando se é certo ou errado, se pode ou não.
Não quero saber quanto tempo vai durar, se vai durar, se vai ser bom, isso não importa.
To cansado da razão, de ter sabedoria para pensar.
Se paro para pensar acabo relutando, se penso muito acabo não fazendo, tendo medo de viver.
Abro guerra contra a razão, prefiro apenas ter emoção.
Viver de coração aberto pouco me importando para o que a razão acha ou deixa de achar.
Certo ou errado, de certa forma muito arriscado, não importa, quem vive com emoção, baseado nos sentimentos, acaba vivendo em dobro, vivendo com intensidades os os momentos da vida. !
Vivendo como um mendigo
Livre e sem destino
Com um coração de falcão
Sobrevoando desertos e oceanos
Entre montanhas e abismos
Tentando se encontrar
Apenas observando os sinais
Esperando em silencio
Alguma coisa acontecer...
"Somos feitos de emoções, basicamente todos nós estamos procurando por emoções, é apenas uma questão de encontrarmos a maneira com que devemos vivenciá-las."

As escolhas mais sabias são as mais dolorosas

As vezes ou quase sempre, mesmo que lutemos contra, as respostas sempre nos levam contra o que realmente queremos.
Lutamos para não enxergar os fatos, tentamos nos iludir.
Porém quase sempre foi a alternativa mais inteligente, a mais acertada, entretanto em muitos casos é a que doí mais a que é extremamente dolorosa, porem isso tudo é apenas um mal necessário.
Não importa se vamos entender ou saber aceitar, nada muda o fato de ser e ter sido a escolha mais inteligente, a mais racional a mais sabia. !


Um rei destronado, jogado aos crocodilos
Esquecido do lado de fora do castelo.
Amaldiçoado pelas fadas e bruxas
Amargurado pelos seus pensamentos
Atormentado por sua sabedoria
Tendo que desistir do seu trono
Deixando para traz sua coroa
Seu manto, seus sonhos
Destinado a andar em brasa
E usar uma coroa de espinhos
Obrigado a reaprender a ser livre...

"Toda grande jornada se inicia com um primeiro passo! Nunca desista de continuar em frente."

Seja livre como um pássaro...

Deixe os dados rolar, sim por que levar a vida tão a serio, por que ficar pensando no que não foi, ou no que foi e deixo de ser. Viva, seja, acredite, vamos liberte-se não é tão difícil, ou então se mantenha preso, acorrentado ao passado, deixe sua alma mergulhada nas sombras das estrelas, e viva essa tal realidade alterada de que o mundo esta contra você, que você não nasceu para ser feliz. Se esconda, se proteja, fique no seu canto, sofra, mais não culpe o mundo pelos seus problemas, não desconte nas pessoas a sua visão equivocada do mundo. Sofrer é normal é assim que descobrimos que somos de carne e osso, que ainda estamos vivos e somos frágeis, essa é a prova que estamos vivos. São nesses momentos que encontramos com nos mesmos, que encontramos novos caminhos e descobrimos o quanto somos fortes. . Todos que sobrevivem a desilusões são fortes, são sobreviventes. Ter medo é normal, mas ficar descontando nos outros o medo que se tem de viver, é cruel de mais, é desumano e muito egoísta, se arrisque, se jogue de cabeça, de coração e alma, esse é o caminho mais delicioso. Vale mais apenas viver a vida entre depressões e euforias, ser consumido pelo medo, e contaminado pela coragem destemido. Sendo assim sincero consigo mesmo e seus sentimentos, vivendo a verdade, do que ficar mentindo para si mesmo e para os outros, não adianta viver o rótulo que nos dão, acreditar na própria mentira é a forma mais torturadora de se machucar e se iludir consigo mesmo. Não seja feliz quando se você esta triste, não seja triste apenas por gostar de se sentir a vitima, se você esta feliz então seja feliz, seja o que seu coração mandar você ser. Por favor se liberte enquanto há tempo, o tempo, não vai esperar você se liberta, ele vai passar e arrastar você, com suas angustias e medos, mais se você quer sempre ser a vitima, o coitadinho então seja, porem admita isso para você mesmo seja verdadeiro consigo. E não faça ninguém perde tempo com você, se você nunca vai se dar uma oportunidade muito menos para aquela pessoa que quer te ajudar, então dia a verdade, diga que esta fechada,que tem medo, seja triste se preferir, mais seja honesta e sincera.


No âmbito físico o oposto de liberdade é servidão, prisão, escravidão, no espiritual é a negatividade, por que limita nossa capacidade de escolha livre. Esses pensamentos negativos em relação a nos mesmos, aos outros e a vida nos dominam e nos tiranizam. A menos que quebramos essas correntes, não iremos conseguir mudar, crescer e ficar mais forte em momentos de dor. Passamos por muitos momentos para romper essas barreiras. Convites e oportunidades para crescer e mudar. Mais infelizmente fazemos apenas o necessário para estancar a dor, nos iludimos, ou ficamos apenas nos martirizando. Ate que a dor se torne suportável, e então acabamos descontando no futuro o nosso passado, e vivemos recheados de medo. Qual quer um que refletir sobre sua vida, encontrara diversas cicatrizes de sofrimento e dor. Porém quantas vezes utilizamos a dor pra crescer e nos torna mais fortes, quantas vezes realmente valeu a pena sofrer. O que adianta passar dias sofrendo, meses que seja, se não aprendemos nada, se não absorvemos e retiramos algum conhecimento de toda a dor. Nunca sabemos como proceder quando a mudança, e geralmente ficamos assustados, apavorados em vez de procurar a conscientização e a transformação. A libertação das restrições da vida mecânica e o otimismo são a chave para a liberdade. A maioria das pessoas acha que é livre, que pensa por si só. Mais será que isso realmente é verdade, se realmente fosse verdade não teríamos reações mecânicas, padronizas em relação a vida. A liberdade interior é a única coisa que ninguém vai poder tirar de nos, mais só conseguiremos isso, pensando por nos mesmos, sendo verdadeiros com nos e não tendo medo de quebrar os paradigmas criados pela sociedade.


Observe os pássaros, note como eles vivem cantando, sempre felizes, alguns presos outros voando livremente pelo céu. Mais para aprender a voar, eles simplesmente se atiram, acreditando que podem, acabam caindo, porem sempre se levantam e tentam de novo, e quando finalmente conseguem voar, eles não lembram das dores da queda, e sim da alegria da ultima tentativa bem sucedida. Quando estão construindo seu ninho, passam dia após dia, pouquinho em pouquinho, sempre em frente, nunca desistindo. E quando pronto seu maravilhoso ninho, vem um vento,uma chuva, ou uma pedra e o destrói. Porém ele no dia seguinte começa tudo de novo, dia pós dia, e reconstrói o ninho mais forte e mais resistente. E os pássaros presos nas gaiolas, encarcerados, tendo que ver todo dia seus irmãos e irmãs voando livremente pelos céus, tendo que ficarem presos. Mesmo com tudo isso, todo esse sofrimento que eles passam, eles são sinonimo de liberdade. Mais não é por voarem, mais sim pela alegria de viver, a satisfação de acordar todo dia cantando, felizes por mais um dia.

Então sejamos como um pássaro, vamos nos atirar de cabeça, por que nos podemos voar se realmente quisermos, vamos cair livremente, vamos deixar esse mundo para traz, vamos realizar nossos sonhos e transforma o mundo no nosso paraíso. Passe-me uma bebida, ou talvez duas, uma pra mim outra para você e vamos ser alegres e livres. Não vamos deixar ter nada entre o que somos e o que vemos, vamos ser verdadeiros. Mudar as fronteiras como areia do deserto, com nossos corações bêbados e ossos cansados, acordar com o barulho de tambores, deixar o sol brilhar. Se de uma chance, e você estará mais perto da liberdade. Vamos la, vamos ser livres para andar quando quisermos, falar o que quisermos, xingar quem quisermos, chorar se quisermos, amar se quisermos e principalmente quem quisermos, ser livres como o sol e a lua, felizes como a pulga ou a orgulhosa borboleta. Você pode escolher entre medos, fantasmas, egocentrismos. Eu escolherei por um caminho iluminado, um caminho livre, prefiro ser chutado na cara, ter o coração despedaçado mil vezes, do que viver como um prisioneiro acorrentado, uma vitima de má sorte. Vou ser livre e caçar minha sorte, e serei verdadeiramente feliz. Não importa se você quer ser livre sozinho, ou com um grande amor, ou com muitos pequenos amores, o importante é seguir o caminho da verdade, ser sincero e finalmente ser livre. Ninguém vai poder te ajudar, nos ajudar, temos que aprender a ser livres, felizes e verdadeiros. Não sei se conseguirei, apenas sei que simplesmente preciso ser leve e livre como os ventos alísios e as ondas do mar.

"Eu irei abrir amplamente minhas asas, deixando a música do vento me levantar, sentindo a brisa acareciar meu rosto. E minhas preocupações apenas ficariam para trás, no âmago de meu coração eu sei. Eu já estive lá uma vez antes, fecho meus olhos, e em um momento eu irei encontrar a felicidade, eu sei"

"Mais sábios que os homens são os pássaros. Enfrentam as tempestades noturnas, tombam de seus ninhos, sofrem perdas, dilaceram suas histórias. Pela manhã, têm todos os motivos para se entristecer e reclamar, mas cantam agradecendo a Deus por mais um dia."

Confiança versus desconfiança acaba em esperança...

Nosso primeiro elo com o mundo sem sombra de duvida é a confiança. Quando chegamos ao mundo, nada conhecemos ,tudo é estranho e assustador. Porém com o passar dos dias,meses, vamos nos acostumando, nos sentindo mais confortáveis. E com isso acabamos nos sentindo num bem estar, temos uma sensação de conforto. E os responsáveis por esse nosso conforto, tornam-se familiares e identificáveis para nos. Devido a confiança e a familiaridade com essas pessoas, nos atingimos um estado de aceitação onde essas pessoas podem se ausentar. Isso só acontece por que desenvolvemos interiormente a certeza e a confiança de que essas pessoas vão retornar, que mesmo distantes sempre estão com nos. Através da continuidade de experiências com as pessoas, nos aprendemos a confiar e contar com elas para o que der e vier, e principalmente acreditar em nos mesmos. Só aprendemos a confiar em alguém nos sentindo confortáveis com aquela pessoa.

A proporção adequada entre a confiança e a desconfiança resulta na esperança. ( Esperança é tanto o primeiro quanto o mais indispensável valor inerente à condição de estar vivo). A base da nossa esperança esta nas relações iniciais com as pessoas dignas de nossa confiança, e que respondem as nossas necessidades, nos fornecendo cumplicidade e tranquilidade. Nos criamos novas esperanças através de um numero crescente de experiências, nas quais nossas esperanças são confirmadas. Simultaneamente quando decepcionados ou enganados desenvolvemos a capacidade de abandonar esperanças frustradas. E antever esperanças em objectivos e perspectivas futuras. Aprendemos quais são as esperanças possíveis e a parti dai podemos orientar as nossas expectativas. Conforme o tempo passa, descobrimos que as esperanças que foram extremamente prioritárias são suplantadas por outras de nível mais alto ou mais avançadas.

No entanto quanto mais esperanças são confirmadas, mais aprendemos a confiar e se entregar, acima de tudo nos criamos uma maior auto-confiança. Porém o inverso também é verdadeiro,a falta de reconhecimento, as desilusões, as quebras de confiança, as mentiras, nos trazem um sentimento de alheamento, uma sensação de abandono e solidão, com isso acabamos mais desconfiados com a vida e as pessoas, e ao mesmo tempo criando uma baixa auto-estima. A pessoa que é abandonada de repente, sente-se assaltada por uma variedade de emoções como entorpecimento, auto-piedade,ressentimento,raiva, culpa, ansiedade, depressão. Quando todos estes sentimentos atingem o auge, em plena turbulências emocional, damos-nos conta, subitamente, de que estamos sós.Talvez não possamos alterar a realidade, mais podemos controlar a maneira de encarar esse modo de vida.

Mesmo tudo dizendo o contrario,apesar da minha tristeza, da minha sensação de impotência, eu não perco a minha esperança, tento acreditar ate no fim, que as coisas vão melhorar. Vivo sem perde essa tal de esperança, que muitas vezes esta conosco de manhã, é ferida no decorrer do dia, morre ao anoitecer, mais ressuscita com a aurora.

"Em um dos clássicos mitos gregos da criação, um dos deuses, furioso com o fato de Prometeu roubar o fogo e com isso dar independência ao homem,envia Pandora para casar-se com seu irmão, Epimeteus. Pandora traz consigo uma caixa, a qual foi proibida de abrir, porem sua curiosidade foi mais forte, e ela acaba levantando a tampa para ver o que contém,e,neste momento, todos os males do mundo saem dali, e se espalham pela terra. Apenas uma coisa fica lá dentro : a Esperança"

"Enquanto há vida, há esperança"

O outono e as lembranças...

Estamos em meio ao outono, o vento começa a soprar mais forte, as árvores se amedrontam, as folhas começam a perde a vida, ter uma cor mais pálida, uma cor laranja, e aos poucos começam a desabar, sendo arrastadas pelo vento. Se pensarmos bem, lembranças são como folhas de uma árvore no outono. Num outono que ainda não mostrou seus efeitos. As folhas carregam as lembranças de outros outonos, de árvores de outras regiões, de ventos diferentes, carregados de magníficas lembranças. Mas onde esta o tal de outono, as árvores ainda estão cheias de folhas, e em grande maioria verdes. O vento ainda não é significativo. As lembranças ainda são muito presentes, intensas e sofridas. Mas mesmo sem outono estamos no outono, uma por uma as folhas vão caindo, cada dia que passa a árvore vai se acostumando e praticando a paciência, a arte da espera, a tal arte que o sol tanto conhece, quando escondido pelas nuvens, fica a esperar, sabendo que mesmo não aparecendo continua o mesmo, e com o tempo, as nuvens saem da frente e ele volta a aparecer, e mostrar seu brilho e esplendor para todos.

Tudo vai e vem, tudo ao seu tempo, assim que é o vento, arrasta as velhas folhas, as devolve para o sul. E a árvore entende e sabe esperar, pelos ventos quentes do norte, que trazem suas folhas de volta na primavera. Folhas de esperança, sim se o verde é esperança, e se o que mais aparece numa árvore é o lindo verde de suas folhas vivas, logo folhas e esperança tem tudo haver, um conjunto complexo e de fatos, que traz um grande significado. Verde, folha, outono, esperança, se misturar isso tudo e o que se tem... Nada mais nada menos que uma grande oportunidade de recomeçar, um início em meio ao fim.

Nesse momento, árvores de outros lugares, lugares onde passamos, onde deixamos um pouco de nos. Sim fazemos parte de tudo, pois toda sombra que utilizamos para nos proteger do sol escaldante, foi por alguma árvore, pelas suas folhas, que hoje pouco a pouco estão caindo, não só na nossa esquina, mais por todas os lugares onde andamos, passamos, deitamos. Essas folhas carregam nossa história, e estão caindo, sendo varridas pelo vento, para novas folhas poderem nascer, para poderem proporcionar sombra para novas pessoas em novas situações E elas, as folhas, ficam lá do alto apenas observando o início meio e fim, das ilusões, desilusões e realidades humanas.


Na rodoviária chega um desconhecido na cidade.
Do alto do prédio,
Sopra o vento,
Cai a neblina.
Sorrisos e abraços acontecem por todo lado,
Uma noite com muitas nuvens e uma bela lua,
Que aos poucos mostra seu esplendor.
Cai a fina chuva sobre a cidade.
É mais uma noite de outono,
Noite fria,
Ainda mais com a chuva que cai.
Lua? Que lua, chuva que chuva? Frio?
Era outono e a única coisa que existia era calor.

"O amor muda como as folhas das árvores no outono."(Emily Bronte)



sexta-feira, 27 de junho de 2025

Tijolos de Gente


 

Todo mundo fala sobre se encontrar. 

Sobre autoconhecimento. 

Sobre reconstrução. 


Mas ninguém fala dos corpos deixados pelo caminho. 

 — 

Pra construir um abrigo em mim, 

usei tijolos que não eram meus. 

Peguei pedaços de gente. 

Deixei gente pelo caminho também. 


Cada vínculo que desfez 

virou concreto.


Cada ausência que suportei

virou parede. 


Hoje,

o chão onde piso foi feito de quem me amou e partiu. 

De quem ficou e eu não soube cuidar. 

De quem me quis e eu não consegui querer. 

— 

O reflexo que vejo no espelho 

é feito de vidro rachado. 

De partes que não voltam. 

De memórias que ainda sangram. 


Nunca foi sobre reconstruir. 

Foi sobre aceitar 

que pra levantar algo em mim 

muita coisa teve que cair.

quinta-feira, 19 de junho de 2025

A vida não foi feita pra se acostumar

Tem coisa que não deveria caber na pele.
Rotina que esmaga.
Silêncios que pesam.
Solidão que não abraça.
E essa cidade que sufoca mais do que respira.

O problema não é doer. O problema é quando a gente começa a chamar isso de normal.
Acostumar... essa palavra é traiçoeira.
Não é aceitação. É anestesia disfarçada de adaptação.

Aceitar não é se conformar.
Aceitar é olhar no olho da realidade e dizer:
"Eu vejo você. Eu entendo você. Mas você não define quem eu sou, nem onde eu vou ficar."

Quando você percebe que "se acostumar" é só um script mental rodando em loop... uma pergunta começa a ecoar por dentro:
"Por que diabos eu tô aceitando isso?"
"Isso conversa com os meus valores... ou só com meu medo?"

Desfusão é isso.
É aquele momento em que você percebe que seus pensamentos não são fatos.
Eles não são sentença.
Não são verdade absoluta.
São só... pensamentos.

E quando essa ficha cai, nasce um espaço.
Um espaço onde você pode escolher.

Abrir as cortinas.
Sentir o sol encostar no rosto.
Ouvir um pássaro que insiste em lembrar que existe vida lá fora.
Respirar... não pra sobreviver, mas pra existir de verdade.

Tem um "eu" aí dentro.
Um "eu" que observa tudo isso acontecer.
Que olha pra sua própria vida e pergunta, sem rodeios:
"É isso? É só isso mesmo que eu quero pra mim?"

A resposta não vem pronta. Nem fácil.
Mas ela começa quando você entende que...
 Se acostumar é fácil.
 Viver alinhado com quem você realmente é... dá trabalho.

Só que é esse trabalho que vale a pena.
Cada pequeno gesto na direção dos seus valores: abrir a janela, dizer não, escolher, recomeçar já é um rompimento com a anestesia do automático.

A vida não espera.
A vida não vai parar de te perguntar, todos os dias, de um jeito ou de outro:
"Você vai seguir fingindo que isso é normal... ou vai viver uma vida que faz sentido de verdade?"

Aceitar a dor.
Questionar os pensamentos que te prendem.
Estar presente.
Reconectar com quem você é.
Escolher os teus valores.
E agir.

Porque, sim...
A vida é curta demais pra se acostumar com menos do que você merece.

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não deveria… (Marina Colasanti 1972) A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem outra vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha pra fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o Jornal no ônibus porque não pode perder o tempo de viagem. A comer sanduíches porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz aceita ler todo dia, de guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios, a ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar por ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável, à contaminação da água do mar, à lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galos na madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta do pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só o pé e sua o resto do corpo.. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que de tanto acostumar, se perde de si mesma.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O meu tipo de garota



Não é como as outras, não é uma menina, e sim uma mulher no corpo de uma menina, ou seria uma menina mulher com alma de criança. Não é fácil decifrar seus pensamentos, vive num outro mundo, no seu mundo, criando e brincando de viver, não faz tipo, é sim um tipo diferente de mulher. Confusa e doida ao mesmo que inteligente e responsável, às vezes é mulher, outras menina, e quando quer se torna criança, tudo ao seu bel prazer.

Como ler os pensamentos de um ser tão fascinante e encantador, como miseravelmente é difícil apenas tentar prever seus passos. Linda, bela, encantadora, como é difícil adjetivar essa louca imperfeição da natureza ou seria acerto tão impar e tão perfeita da natureza. Seus olhos, sua boca, sua silhueta, tão magníficos, tão atraentes que eu poderia passar dias e mais dias parado apenas suspirando pelo seu corpo.

Por mais surreal que seja sua beleza, ainda é pouca quando comparado com seu sorriso, o som da sua voz, a forma com qual pronuncia as palavras, tão incisivamente e carregado, ao mesmo que sempre trazendo um sorriso no canto da boca, nunca sei se admiro essa linda faceta ou se escuto o que ela tem a dizer. Ah e o seu olhar, tão penetrante, um olhar selvagem, que vasculhava todos os requintes da alma de quem por acaso tem sorte dela cruzar.

Pergunto-me, se ela realmente é humana ou seria uma inspiração da natureza, uma filha de Afrodite, uma musica do Chico Buarque, com seus movimentos tão genuínos, uma mistura de menina do interior com mulher da cidade, sincera e firme nas suas opiniões mesmo que sempre ponderando, refletindo e tentando entender a si e há quem dialogue com ela.

Não sei ao certo o quanto a vida coloca a prova essa amazona, essa guerreira de olhos tão selvagens quanto tristes, testando sua tremenda falta de organização, perturbando seu sono, lhe fazendo esvaziar copos para matar seu vazio, mesmo quando o castelo de carta pode estar desmoronando em cima dela, por mais que a vida possa ser triste e cheia de dor, ela traz consigo uma jovialidade que preenche os ambientes com alegria e divertimento, conseguindo elevar o astral de qualquer mal humorado, já ganhou e perdeu, às vezes perdida, às vezes no caminho errado, mas sempre seguindo em frente, não espera pelos milagres, é o seu próprio milagre, é sua própria segunda chance, ela é o algo diferente da vida, a representação viva do sonho de todo homem.



"Da vez primeira em que seu olhar,

Nesta vida, colheu minha vista,

Nunca foi-me impedido de a exaltar"



"O caminho é este. Tem pedra, tem sol, tem bandido, mocinho, tem você amando, tem você sozinho, é só escolher ou vai, ou fica.
Fui."



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Delírios de um grão de areia ao vento...



Um corpo sem alma, apenas uma carcaça atormentada pelos seus medos, assombrada por suas desilusões. Tão linda, e rodeada de amigos, porem sozinha, com seus lindos olhos azuis que até podem enganar numa primeira vista, mas que entregam sua melancolia, olhos estes que um dia já foram como o mar mediterrâneo, profundos, com explosão de vida, porem hoje não passam de um reflexo do mar morto, rasos, escuros, tristes e sem vida.

Sempre ocupada, repleta de compromissos e responsabilidades, de festas e jantares, tudo para gastar o tempo, fazer o relógio correr, apenas mais uma tentativa para fugir de si mesma, do vazio, dos pensamentos que tanto á fazem sofrer.

Ela vaga pelos dias e noites, perdida num labirinto de escuridão, onde com alguma sorte, esbarra em seres de luz, que conseguem minimamente á distrair, iluminarem por algum tempo sua vã e solitária jornada atrás da menininha sonhadora, dos olhos brilhantes, e que por mais difícil fossem os dias, sempre tinha um esplendoroso sorriso.

Ela talvez coloque em mim e em todos os outros o seu farol, a luz que vai lhe salvar do naufrágio da sua vida, por isso dos testes, os jogos, sempre se transmutando em areia para esvair entre os dedos, dando um reset no ciclo do encantamento, obrigando os interessados a todo novo dia começarem do zero a arte de encanta-la e se por acaso, algum dos pretendentes conseguirem chegar um pouquinho mais próximo de sua verdadeira expressão, do seu vazio, de seu eu interior, a face que ela tanto repugna e tenta esconder, ela simplesmente se fecha, usa a sua insatisfação crônica como sinônimo de enjoou para fugir.

Mas ai esta o grande engano dela, ninguém pode ser sua lua cheia, muito menos o seu sol, a questão nunca foi voltar á confiar nos outros, não está em mim sua segurança, não esta nas idealizações do passado, ou em qualquer outro, mais sim dentro dela, quando ela conseguir abandonar sua típica insegurança, e parar de jogar para os outros suas responsabilidades, e começar a se jogar na vida, entender que ser feliz é complicado mesmo, porem que depende apenas de nós mesmos, que a moral da historia é confiar na intuição, virar paginas, viver a vida sem medos, viver os medos.

Consigo entender esse encanto da natureza que foi tão desprezada por animais idiotas, pois ela não passa de uma sombra do que já fui, um mero reflexo das minhas frustrações passadas, olhar para ela, é ver quem eu era, por isso nunca poderei ser um pilar, um farol para ela, porque apenas sou mais um barco em meio ao mar, em idas e vindas.

A única coisa que me cabe, é ajudar outros barcos, sendo um refresco de vida, levar um pouco de alegria e risos, pois há muito tempo já desvendei os segredos da areia. Ela é muito esperta, frágil e escorregadia, porem em meio aos seus delírios de insegurança, vive na ilusão, crendo que está no comando, que é quem decide. Eis o maior engano de todos, quando a areia se esvai pelos dedos, ela apenas esta nos obrigados a escolher, esticando ao limite nossa paciência, demonstrando toda sua insegurança, testando a força de nossa fé nela, porem isso nos faz outorgar os diversos caminhos em apenas dois, ou continuamos tentando segurar de novo e de novo a areia, ou apenas deixamos o vento levar ela embora e seguimos em frente. Então no fim, não é a areia que decide se fica ou não, ela apenas força uma limitação de escolhas, mas cabe à mão decidir se continua tentando cativar a areia, ou deixar, por isso mesmo, sua instabilidade não passa de um mero melindre para satisfazer seus anseios por esperança.  

"tinha medo de ficar só por muito tempo, medo das muitas veleidades de ternura, honestidade e carinho a que me sentia continuamente inclinado, medo dos ternos pensamentos amorosos que com tanta frequência me assaltavam"

“A maior parte de nós não é tão forte. O que é a honra comparada com o amor de uma mulher? (…) Vento e palavras. Vento e palavras. Somos apenas humanos e os deuses nos moldaram para o amor. Esta é a nossa grande glória e a nossa grande tragédia”. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Rodopiando ao som dos bandolins



Uma síntese da natureza, antagônica a todas as outras gurias. Não gosta de multidões, de badalações, sempre cercada de pretendentes, de amigos, mas sempre sozinha, dentro de seu próprio universo. Com olhos que mais parecem duas bolitas castanhas, enxergava o mundo de outro ângulo, conseguia transitar entre o real e irreal, uma verdadeira garimpeira de lugares. Sempre com mania de perambular pelas ruas das cidades, nos horários mais alternativos, apenas com sua velha maquina fotográfica. De um click aqui e outro ali, conseguia impactar e encantar as pessoas. Era a forma que tinha de tocar as pessoas, de mostrar esse tal universo paralelo por onde transitava. Sempre uma incógnita, era impossível prever suas ações, se movia e agia ao seu bel prazer, uma força livre como o vento. Muitas vezes simplesmente parava em meio a vielas e ruas e ficava observando, olhava para cima, para baixo, procurando uma forma de conectar o seu mundo ao nosso. Suas fotos, seu olhar, juntavam o passado com o contemporâneo, conseguia transmitir a nostalgia de prédios velhos, de lugares abandonados e menosprezados pelas pessoas. Fazia do silencio uma orquestra de imagens.

Morena dos olhos mais risonhos que já conheci, olhos que conseguiam penetrar e invadir nosso ímpeto, sempre achei que ela conseguia deslumbrar os pensamentos de quem por engano se perdia naqueles grandes olhos castanhos. Mas, carregava uma insatisfação crônica, certo ar de melancolia, por não conseguir encontrar um lugar no nosso mundo, por ter nascido na época errada. Tinha uma lista enorme de corações partidos, raramente ficava mais que três meses com alguém, era independente de mais para homens tão dependentes e inseguros, sempre muito intensa, amava e esquecia como ninguém, a e como esquecia bem. Ela era a definição perfeita de contradição, amava o que era antigo tanto quanto não aguentava a mesmice das coisas, por isso talvez vivesse trocando de namorado, nunca jogava o que ganhava fora, mas não perdia muito tempo pensando nos donos dos presentes. Como ela mesma dizia: “por que eu deveria pensar no passado”. Uma grande contradição para quem vivia flertando o passado com o olhar e a maquina fotográfica.

Adorava teatros, já cinema, era uma epopeia para ver um filme com ela, sempre aparecia dois três minutos antes de o filme começar, sem nunca deixar de ir a bilheteria e perguntar: “Tem quantas pessoas?”. Ai, se tivesse mais de meia dúzia de gatos pingados, já dava meia volta e saia para algum boteco, bar ou pub sem nem dar satisfação, apenas saia andando. Só na terceira, quarta tentativa que entendi, ou acho que entendi, o cinema era o único lugar aonde ela trocava sua solidão, o silencio, pelo som das suas palavras, e ela realmente falava, passava o filme todo analisando, criticando, e conversando.

Nunca reclamava, a não ser quando andava pela Andradas, dizia que lá era o exemplo vivo da degradação humana, o porquê preferia a solidão, vivia reclamando: “para que esses carros, porque tanta gente, isso tudo atrapalha meu pensamento, olha como poluem meu mundo, tão sempre correndo, todos egoístas, não ligam, não vêem o que estão perdendo, não sentem, não vivem, até as estatuas tem mais vida que esses objetos vazios que ficam andando de um lado para o outro”. Ai, já viu, ficava emburrada, olhando para o vazio, ate que depois de incontáveis minutos de silencio, desligava a sua maquina fotográfica, e dizia: “Droga, vamos...”. E eu já sabia que ela queria ir para algum boteco, tomar algo forte o suficiente para desliga-la do mundo. Há, mas como ela ficava bonita irritada, sempre que eu podia retrucava: “Aonde ?”, ela fechava mais ainda aquele lindo rosto, e apenas esboçava um “ Não te faz, tu sabe” e continuava andando. Não discutia, na verdade não me lembro de termos discutido uma única vez, sempre quando não gostava de algo apenas levantava e saia andando. 


Ela é assim, uma armadilha da natureza, consegue atrair apenas com o olhar e encantar com seu silencio, porem é praticamente inalcançável, é pura essência, uma ilusão que termina antes mesmo de virar realidade. Um verdadeiro desafio, que todos querem ter, mas ninguém conseguiu, com sorte alguns passam certo tempo ao seu lado,o que já é motivo de comemoração, pois assim pelo menos aprendem á apaziguar o coração com o silencio dos lábios dela e dos recantos mais surpreendentes da cidade.


"Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade."
Pablo Neruda