"A felicidade é o intervalo entre períodos de infelicidade"
terça-feira, 19 de maio de 2009
Trauma
A maioria dos nossos traumas vem através da perda. Não há vida que esteja livre dessa experiência dolorosa. Não há como evitá-la. Faz parte da realidade humana.O trauma ameaça nosso equilíbrio emocional e mental, sobretudo quando a perda é irreversível. O que antes aceitávamos como habitual e previsível, de repente parece bizarro e deslocado.Leva tempo para aceitarmos a irreversibilidade de uma perda. O reajuste a uma vida que nunca mais será a mesma pode expor fraquezas interiores nossas. Mas também pode relevar forças e recursos que não sabíamos que tínhamos. Normalmente a principal reação a perda é sentir pena de nos mesmos e colocar a culpa em alguém ou em alguma coisa por nosso infortúnio. Acusamos Deus, a sociedade, o destino, os seres amados, qualquer pessoa que esteja a nosso alcance. Na realidade, quando assumimos a responsabilidade de superar o trauma sofrido, passamos a nos conhecer melhor e conseguimos aceitar mais a vida. O tempo de sofrimento ou de perda da esperança pode ser o despertar que nos abre para nós mesmos, que nos dispersa a ignorância e que apaga nossas falsas percepções. O único trauma duradouro é o que sofremos sem uma mudança positiva.Com o tempo, a dor cede, as feridas cicatrizam, e descobrimos uma importante verdade: o que resta afinal é o que de mais valioso possuímos, a própria vida.
"A felicidade é o intervalo entre períodos de infelicidade"
"A felicidade é o intervalo entre períodos de infelicidade"