Quantas vezes demonstramos nosso amor, ou dizemos um sincero "eu te amo", para as pessoas que de fato são da nossa família, ou por merecimento nos os consideramos ( amigos...) da família? Como dizia o poeta francês François Villon, " Eu te amo. São palavras fáceis de dizer, mas me falha o coração ao dizê-las. O seu significado é tão pleno e tão musical quanto o dobre do sino do destino."
Não deveríamos nunca nos cansar de exprimir o amor, porque certamente nunca nos cansaremos de ouvir quanto alguém o exprimir. É estranho como é simples usar verbos amar e adorar com seres inanimados. Não hesitamos em dizer que amas ou adoramos nosso carro, nossa roupa, nossa comida, vivemos demonstrando o quanto nos importamos com nossos bens materiais. Mas temos sérias dificuldades em demonstrar e verbalizar o nosso amor por outros seres humanos, mesmo para os mais íntimos.
A mensagem "eu te amo" não é do tipo que se possa subentender. Ao contrário, precisa ser dita e demonstrada sempre quando e onde o amor estiver presente.
Estou lendo um livro a algumas meses, de pouco em pouco vou lendo, já que leio vários livros ao mesmo tempo.
Esse certamente não será a ultima postagem sobre esse maravilhoso livro.
Ele fala e muito sobre o amor pelas pessoas que são ou se considera da família.
O chefão - Mario Puzo (ou para quem preferir O poderoso chefão)
É um livro magnifico, muito bem escrito e com uma história que nos prende. O livro deu origem a trilogia cinematográfica, um dos melhores filmes da historia, apesar de a história do 3° filme não aparecer no livro.
Para quem não conhece, o livro de Mario Puzo conta a história da máfia nos Estados Unidos, tendo como personagens principais os membros da Família Corleone, liderada por Don Vito Corleone, carinhosamente chamado de 'padrinho' pelos amigos.
O livro nos fala da infância de Don Corleone, o começo da poderosa 'Família Corleone' e todos os desafios por qual ele passa para proteger sua própria família e impedir que a força dos Corleone entre em declínio.
Um dos trechos que fala da importância da família :
"- E em que você acredita? - perguntou Kay calmamente.
Michael deu de ombros.
- Acredito em minha família. - respondeu - Acredito em você e na família que podemos ter. Não confio que a sociedade nos proteja, não tenho a intenção de colocar o meu destino na mãos de homens cuja única qualificação consiste em procurar convencer um grupo de pessoas a votar neles. Mas isso é por enquanto. A época de meu pai já passou. As coisas que ele fez não podem mais ser feitas, a menos que se corra um bocado de risco. Quer gostemos disso ou não, a Família Corleone tem de se juntar a essa sociedade. Mas quando o fizer, quero que nos juntemos a ela com grande parte do nosso próprio poder; isto é, dinheiro e propriedade de outros valores. Eu gostaria de garantir meus filhos tanto quanto possível antes que eles se juntem a esse destino geral."
(Trecho do capítulo 25 )
Em alguns aspectos da vida, mesmo que não seja fácil admitir, deve-se agir como Michael Corleone.